Campanha “O petróleo tem que ser nosso” organiza evento político e cultural

Em Curitiba, o comitê paranaense da campanha “O petróleo tem que ser nosso” organiza, no dia 22 de agosto (sábado), das 10 às 12h, na Boca Maldita, um evento político e cultural. O objetivo é realizar um mosaico em azulejo, a partir de um dos símbolos da campanha, convidando a população a participar da obra, incentivando o debate sobre o controle popular das riquezas descobertas na camada pré-sal.

A coordenação do evento é do mosaicista equatoriano, radicado em Curitiba, Javier Guerrero. Na sequência, na semana seguinte, uma faixa deve ser estendida para que crianças escrevam e desenhem suas sugestões e opiniões sobre o tema do pré-sal.

Mosaico e luta política

O mosaicista Javier Guerrero elaborou mosaicos em azulejo em outras atividades do movimento popular. São exemplos o ato de apoio à luta do povo de Oaxaca (México), em 2006, além de mosaico para a Campanha “A Vale é Nossa”, em 2007. Este ano, em solidariedade ao povo palestino, um mural foi elaborado ao longo de uma semana e inaugurado na mesquita de Curitiba.

Os artistas populares têm o dever moral de apoiar as lutas dos povos, independente da bandeira e do país onde eles se encontrem. Dentro desta ótica, e seguindo o exemplo de José Enrique Guerrero, e Oswaldo Guayasamín, meu compromisso como militante social e como mosaicista é apoiar as lutas do povo brasileiro”, comenta Guerrero.

Campanha O petróleo tem que ser nosso, construção do povo brasileiro

Em 1997, no Brasil, foi alterada a lei que garantia o monopólio da exploração do petróleo pela Petrobrás. No mesmo período, as ações preferenciais da empresa foram vendidas na bolsa de Nova Iorque. Daí em diante, no período de 10 anos, o governo federal entregou mais de 500 blocos de petróleo para 72 conglomerados econômicos, metade deles estrangeiros.

Porém, um fato novo surge nos meios de comunicação, na vida política brasileira e exige um posicionamento dos setores da sociedade: a descoberta em águas profundas do petróleo da camada pré-sal. Estimativas sobre as descobertas apontam 300 bilhões de barris. As menos otimistas: 60 bilhões de barris, quantidade que redefine o papel do Brasil na geopolítica mundial. A área do pré-sal é um território que se estende de Santa Catarina até o Espírito, uma riqueza que ainda não foi sequer mensurada. Este é o mote de criação em todo o país da campanha (veja abaixo as bandeiras).

A campanha “O petróleo tem que ser nosso” quer conscientizar a sociedade sobre o que está em jogo neste debate: a quem devem atender os gigantescos recursos da camada pré-sal, além das outras reservas de gás e petróleo,  todas em vias de licitação: ao povo e trabalhadores, ou aos interesses das transnacionais do setor?

AS BANDEIRAS NACIONAIS DA CAMPANHA:

Mudança na Lei do Petróleo, restabelecendo o monopólio estatal e o fim dos atuais leilões;

Interrupção da exportação do petróleo cru, com investimento na indústria petroquímica;

Imediata mensuração do tamanho da riqueza do pré-sal;

Fundo social soberano de investimento voltado para as necessidades do povo brasileiro;

As populações impactadas devem ser respeitadas;

Redução do uso do petróleo e avanço nas pesquisas de nova matriz energética, limpa e renovável;

Que a exploração, produção e transporte sejam realizados pela Petrobras 100% estatal;

Apoio às campanhas contra privatizações, pela reestatização da Vale e da Embraer;

Contra a criminalização dos movimentos sociais;

Comitê em Curitiba

Em Curitiba, o comitê da campanha “O petróleo tem que ser nosso”, reúne-se quinzenalmente para pensar ações de conscientização sobre o pré-sal, dentro do calendário dos movimentos sociais.

Toda semana, instala uma barraca de divulgação de materiais e coleta de assinaturas, no centro de Curitiba, lançando mão de um abaixo-assinado para “Assegurar a consolidação do monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobras e o fim das concessões brasileiras de petróleo e gás, garantindo a destinação social dos recursos gerados”.

A tarefa é atingir a marca de 1 milhão e 300 mil assinaturas, enviando um projeto de lei de iniciativa popular que será destinado ao presidente Lula e ao congresso nacional.

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